Escrevo em ti




Os sonhos, as histórias, as memórias
Como se gravasse tudo em fino diamante
Palavras sentidas algumas interditas
Ao vento que volteia teus ouvidos

Escrevo em ti
Qual papiro que num leve suspiro
Acaricia minha graça, minha essência, minha desgraça

Escrevo em ti
Num lamento envolto em unguento perfumado
Que embriaga as gotas de suor
Que escorrem das altas montanhas geladas
Como pinceladas de tinta púrpura e mirra

Escrevo em ti
Até o tempo me consumir
Enquanto estiver a dormir
Sobre ti...

Sem comentários: