
A ti confesso o pecado de tanto amar
De imaginar que as asas das borboletas
São efémeras e translúcidas para sempre
E que a fundura dos mares atinge os cometas
Que passam e perpassam lentamente
Sobre as ruas desertas
A ti apresento em fina bandeja a redenção
Retirada dos confins de minha alma
Sem a chama perpetua que um dia quis ser
A ti entrego a dor e a paixão
Que noite e dia consumiram meu coração
Cheia de esperança e ingénua crença
De premiares minha presença
Com cândidos olhares
E eternos abraços de ternura
A ti devolvo toda a amargura
Que meu ser conseguiu despejar
Sobre as larvas, o desdenho e a infâmia
Da tua impertinente figura que um dia
Amanheceu na penumbra do entardecer
De imaginar que as asas das borboletas
São efémeras e translúcidas para sempre
E que a fundura dos mares atinge os cometas
Que passam e perpassam lentamente
Sobre as ruas desertas
A ti apresento em fina bandeja a redenção
Retirada dos confins de minha alma
Sem a chama perpetua que um dia quis ser
A ti entrego a dor e a paixão
Que noite e dia consumiram meu coração
Cheia de esperança e ingénua crença
De premiares minha presença
Com cândidos olhares
E eternos abraços de ternura
A ti devolvo toda a amargura
Que meu ser conseguiu despejar
Sobre as larvas, o desdenho e a infâmia
Da tua impertinente figura que um dia
Amanheceu na penumbra do entardecer

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