Pássaro morto


Sou o esvoaçar do pássaro morto
À chegada da longa jornada

Sou a flor sem odor, desbotada, amachucada
Marcada pelo ferrão certeiro do jardineiro

Sou o delírio perturbado pela febre
Que vês em mim
Sou a divagação que no resquício da escuridão
Colhe as amostras de sangue degustadas
Pelos seres amorfos que vivem em mim

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