A morte do poeta


O rufar dos tambores sulcou minha janela
Será o agitar de uma manhã tão bela
Ou
A mortandade apoderou-se
Do coração do Senhor poeta

Alevanto as saias, arregaço a tristeza
E com sentenciada leveza
(Grito entrelaçada na multidão)

Mataram o poeta!
Mas a poesia que ele trazia em seu regaço
Vos rogo…vou lança-la à terra

Iluminada pelo luar
Aconchegada pelo calor do mar
Daqui a nove meses irá parir
Uma estrofe…uma folha de papel…um rebento de amoreira

(Uma flor no meio da poeira)

E nesse amanhecer a plebe a nobreza e o clero
Acudirá ao largo que fora de pedra…

1 comentário:

Menina do Rio disse...

A morte é do poeta, mas a poesia nascida, essa se eternizará e a memória do poeta viverá...

Um beijo Isabel