
Prometo que viverei até ao último segundo
Ciente que o poeta...és tu
Juro acreditar que os abutres
Escarrarão em meu corpo aniquilado
Que as lâminas da eternidade
Provocarão finos golpes
Na pele odorante a humidade
Prometo que apanharei até à última réstia de migalha
Como um flamingo esfomeado
Banido do lago gelado
Juro solenemente que não estou demente
Mas, sim ciente que me afagarás os seios
Que explorarás minhas nádegas
(macias e ácidas)
Que esgotarás minha essência
(Aflorada)
Acredito avidamente que o poeta…és tu

1 comentário:
Tão bom quando somos o poema...
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